Ora viva! 👋
Em outubro de 2023, vi o meu perfil do LinkedIn bloqueado, sob o argumento de que um artigo do Ainda Solteira continha "conteúdo impróprio". Quem me conhece e tem o hábito de me ler sabe que eu não sou pessoa de usar linguagem desrespeitosa da boa convivência digital. Pelo contrário, sempre tive muito cuidado em "chamar os bois pelos nomes" sem nunca recorrer a vocábulo ordinário.
Enfim... o facto é que, curiosamente poucos dias após ter sido distinguida com o Prémio de Mérito Migrante, um bom samaritano - guardião da moral pública - sentiu-se no dever de denunciar-me. Não sei que argumento usou, mas foi o suficiente para nunca ter conseguido recuperar o acesso à minha conta, não obstante as dezenas de recursos que apresentei ao longo de mais de dois anos.
Perder deste modo todo o meu histórico profissional - bastante rico, diga-se de passagem - deixou-me triste e desmoralizada ao ponto de só agora conseguir ter ânimo para regressar à maior rede social profissional do mundo. Assim, há coisa de dois dias, criei, finalmente, um novo perfil, que vou preenchendo a meu ritmo, já que leva o seu tempo reconstruir 25 anos de percurso profissional.
Ambicionando conquistar seguidores, e, claro está!, ficar bem vista perante os seus administradores, achei por bem que o primeiro conteúdo criado de raiz no LinkedIn tivesse um cunho profissional, embora, pouco técnico. É neste contexto que proponho que hoje lancemos um olhar curioso e esclarecedor sobre um tema que sempre me fascinou, não obstante eu não atuar no mercado das ciências psíquicas.
Refiro-me ao alter ego, termo latim que significa, literalmente, "outro eu". Segundo as minhas pesquisas, podemos defini-lo como uma outra identidade ou persona que alguém pode adotar, muitas vezes refletindo aspectos diferentes da sua personalidade. Tal conceito pode ser encontrado em contextos como literatura, psicologia e até mesmo cultura popular.
Na vida real, a gestão deste conceito, relacionado a personagens fictícias ou a facetas ocultas de um indivíduo, pode ocorrer de várias formas:
Autoconhecimento: reconhecer diferentes aspectos de si mesmo pode ajudar a entender como e por que se age de determinadas maneiras em diversas situações.
Expressão criativa: muitas pessoas usam um alter ego para se expressar artisticamente, seja na escrita, na arte ou na performance. Esse outro "eu" pode permitir a liberdade para explorar emoções e ideias que talvez não se sintam confortáveis em exibir no quotidiano.
Desempenho social: em certas situações, as pessoas podem adotar um alter ego para se adaptar a contextos sociais, como em ambientes de trabalho, festas ou apresentações. Isso pode ajudar a superar a timidez ou a pressão social.
Terapia e desenvolvimento pessoal: em algumas abordagens terapêuticas trabalhar com o conceito de alter ego pode ajudar a resolver conflitos internos e promover o crescimento pessoal.
Meu bem, o que importa reter é que gerir esse teu "outro eu" - aquele que em ti habita o tempo todo, ainda que oculto na maior parte das vezes - envolve a consciência de quando e como ativá-lo, garantindo que não interfira negativamente nas relações que estabeleces com os outros ou na percepção que tens de ti mesmo. O fundamental mesmo é equilibrar essas diferentes facetas e integrá-las de maneira saudável na tua existência.
Despeço-me com aquele abraço amigo de sempre e a promessa de regressar para a semana com a segunda parte da crónica Namorar depois dos 40: um desafio à prova de filhos.
Au revoir!
